Sexta-feira, Maio 23, 2008

60 anos de Nakba

Quinta-feira, Maio 22, 2008

"As lutas operárias e o COPCON" Colóquio na AJA em Setúbal

Colóquio "As lutas operárias e o COPCON"

21 De Junho de 2008 – 21:30 Horas
SÁBADO – Rua de Damão, 26 / 28

Com a participação de:

Otelo Saraiva de Carvalho
João Madeira(Historiador)
Albérico Afonso (Professor da ESE de Setúbal)

A partir das 13 Horas na sede da Associação José Afonso, estará patente, uma exposição sobre “O 25 DE ABRIL” e o documentário “SETÚBAL ROUGE”.

Terça-feira, Maio 20, 2008

Mais um debate na AJA norte


Segunda-feira, Maio 19, 2008

Um muito obrigado a todas as visitas do sítio da AJA

Número de visitas ao sítio da AJA (www.aja.pt) desde Novembro de 2007

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Glossário ultra rápido do boyísmo

Este glossário não respeita ainda as regras do acordo ortográfico, segue a sina antiga do p em óptimo e do c de gaita em facto, assumindo no entanto o y de boy sem receio de quem, sendo pelo ph, tenha, de há muito, optado por ser habitante de uma solidão elitista vocabular em Ortugal (queda involuntária do P que, como na anedota do lete e do cafei fugiu para Pespanha) e se decida pela agressão verbal contra o precário autor destas notas, um Zé ninguém.
No país dos boys é óbvio - em breve óbio - que boy e não boi prevalece, pois boi pertence ao léxico taurino (tauíno após a previsível queda do r de cornos, conos no âmbito ortográfico acordado, coisa que é feia no masculino sem o magnífico r, consoante mãe de todas as batalhas).
Porctanto vejamos:
1. O Y distingue o boy do boi. O primeiro fala portinglês e o segundo fala a quarta classe antiga, marrando abecedário, rios, etc., sendo mais sensato que o primeiro – o boi enganchando numa trama trágica diária conta os fados como cuspidelas lacrimejadas no rosto do destino. É porctanto comum e precvisível ouvir o boy dizer performance, como flop, assim como spréde, assim como self made à mão, do mesmo modo que nunca usa a expressão fast thinking apesar de portinglesa.
2. O verdadeiro boy usa gel e não usa chapéu. Normalmente o gel é da cor do nó da gravacta ou vice-versa. O boi usa o que pode.
3. O boy é de código genético um vice que sonha permanentemente com a oportunidade de ser um primeiro e que, logo que possa, mata o parceiro para lá chegar. Nos cromossomas traz um bafejo cheirando a nabos, a humildade dos nascidos remediados toscos numa beira alta ou baixa e gosta de n coisas caras nomeadamente de sonhar aristocrata turbo. O boi pasta.
4. O boy é politicamente correcto pela frente e ladrão por detrás, chegando a vender o pai, a mãe ou os irmãos. É muito comum não falar coma irmã mais velha por causa da quarta classe antiga dela. O boi vai á irmã no fim-de-semana.
5. O boy é centrista para os dois lados. O boi atura-o.
6. Os boys crescem como erva daninha. O boi come-a quando pode, pois dá cabo da outra, a boa.
7. Um boy pêessedê é muito diferente de um boy pêesse. O boy pêessedê consegue ser mais moderno, usar outro tipo de gel e o boy pêesse é mais ligado às sondagens e a perfumado de fresco.
8. Os boys detestam-se e chamam-se boys uns aos outros depreciativamente com o ânimo exaltado dos que afirmam o direito à indignação. O boi no caso pacienta.
9. Há o grande boy de conselho de administração e há o pequeno boy para-autárquico. É comum que o último, depois de sete anos de nojo, chegue a um conselho privado de administração empresarial local ou mesmo público.
10. A história dos boys remonta a introdução do vinho do Porto nas encostas soalheiras do Douro aquando da chegada dos ingleses que nos descobriram assim como nós descobrimos os indianos da Índia. Nessa altura a palavra boy significava rapaz e não rapace, sentido actual do termo. O que os foi unindo na classe dos boys – sindicato clandestino – foi a defesa do mesmo princípio relativo à comissão: comissão para cá ou nada feito é a expressão que mais se ouve sempre que se fala de fazer qualquer coisa em que entrem dinheiros públicos. O boy nunca fez nem fará nada de próprio porque ele é, como diz Agamben, o pequeno burguês planetário, o que tudo aposta na indiferenciação indistinta. O boy age sempre na sombra e por conta própria. O boy é mais perigoso que o boi mesmo quando este é da lezíria.
É por estas razões que gosto dos bois.
Finalmente o boy é um AMELO.

Fernando Mora Ramos

Quinta-feira, Maio 15, 2008

José Afonso na Biblioteca Municipal de Gondomar


Convite

“FILIGRANAS DE LEITURA”
NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GONDOMAR

O Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Gondomar organiza, de 13 a 17 de Maio de 2008, a iniciativa FILIGRANAS DE LEITURA, na Biblioteca Municipal de Gondomar, com o objectivo de promover a leitura e criar uma maior consciência sobre o valor social e cultural do livro e de todas as formas de leitura, bem como aproximar e envolver a comunidade educativa do Concelho nas dinâmicas culturais da Biblioteca Municipal.


“Zeca Afonso – Poeta e Cantor” é o tema de debate e concerto, que terá lugar na sexta-feira, dia 16 de Maio, pelas 21h30.

Terça-feira, Maio 13, 2008

Júlio Pereira ao vivo na Casa da Música


"Maio de 68 - Os dias felizes" com José Mário Branco


Segunda-feira, Maio 12, 2008

"Cantaremos Adriano" no Vale de Santarém

O projecto musical de tributo a Adriano Correia de Oliveira é apresentado no próximo sábado , dia 17 de Maio, em Vale de Santarém, a convite da Sociedade Recreativa Operária do Vale de Santarém. Será a partir das 21,30 horas.

Domingo, Maio 11, 2008

Museu virtual Aristides de Sousa Mendes

A última versão de José Afonso

Chama-se Joana Pessoa e é a artista a fazer a mais recente versão de uma música de José Afonso. Neste caso, "Era um redondo vocábulo".

São já 164 as versões descobertas até agora. Outra bem recente é esta versão da música "Natal dos simples" do grupo "Nuestro pequeño mundo" e que pode ser escutada AQUI.

Sábado, Maio 10, 2008

EP Coimbra fados


ALVORADA MEP 60050
José Afonso partilha este disco com Luís Góis
José Afonso canta “Fado das Águias” e “O Sol anda lá no Céu”
Luís Góis canta “Ave Maria” e “Soneto”
Fábrica Portuguesa de Discos da Rádio Triunfo, Ldª – Porto - Portugal

"Menino d'oiro" pelos Titãs

Disco-estreia de "Os Titãs" onde há desde o folclore, representado pela 'Canção da Beira' e 'Vira da Nazaré', até à balada de Coimbra - essa belíssima 'Menino de Oiro', do Dr. José Afonso - para terminar com o trintão 'Fado do Timpanas' que em hora de feliz inspiração Frederico de Freitas escreveu para o fonofilme - era assim que na época era designado - 'A Severa'.

Descoberto aqui por Carlos Eduardo

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Este é o aspecto da besta.

Se encontrarem esta besta seja onde for, não lhe digam nada. Sobretudo, não lhe façam nada!
Isso é o que ele quer. Ter audiências, ser um bocadinho mais conhecido, justificar penosamente os euros que lhe pagam. Sempre que acha estar em baixa de popularidade utiliza a mesma técnica. Junta num texto a propósito seja do que for os nomes ou símbolos que sabe serem amados ou admirados pelas pessoas e escreve sobre eles os comentários mais abjectos que a sua canhestra arte lhe consente. O seu ódio é recorrente. Por norma, tenta enchovalhar Abril, os Capitães de Abril, ou para ser ainda mais eficaz, atira-se como uma hiena, ou ao Ary, ou ao Adriano, ou ao Zeca. Aposta no facto de já terem morrido para ser ainda mais ofensivo e garantir as reacções iradas de leitores que ainda não lhe toparam a tara de psicopata. Depois, na semana seguinte, gaba-se deliciado, da enorme quantidade de mails que recebeu, onde era insultado. Sente-se finalmente alguém!
Desta vez, para além do Ary, do Adriano, do Zeca e todos os "baladeiros" de que se lembrou, resolveu agradecer aos militares de Pinochet que martirizaram Víctor Jara, por "terem livrado o mundo de tal cantor", gozando com os pormenores da tortura que havia de levar à sua morte.
O que ele gostaria (e faz tudo para o conseguir) era que alguém lhe tocasse nem que fosse com um dedo, para finalmente ser um mártir. Ele sim, um verdadeiro mártir e herói da "liberdade de expressão".
Chama-se Alberto Gonçalves, escreve aos Domingos no DN e é um ser "doente"!
Este post não pretende ser um ataque ao indivíduo, mas antes um alerta aos amigos. Portanto, termino como comecei. Se encontrarem esta besta na rua não lhe liguem e façam o que eu sempre aconselho em relação às centenas de bostas de cães que se encontram na relva dos jardins:
Contornem... contornem... evitem...


Texto e imagens retiradas do blogue do Samuel: http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/

Terça-feira, Maio 06, 2008

Na AJA norte

Domingo, Maio 04, 2008

A tota a vela

Letra que o Zeca ofereceu a Pi de la Serra. O Pi de la Serra teve, nos anos 80, um programa na TV3 em que convidava cantores, estrangeiros sobretudo, para conversas sobre música. O Zeca foi um dos convidados.

É a tal canção. Primeiro em Catalão, que é como ele a canta. Depois em Castelhano, porque no disco (Quico, Rendeix-te!, 1988), também aparece. Indicamos ambas as traduções (o Pi de la Serra deve ter também traduzido do Português ele próprio) para, caso este texto não esteja no livro, estejamos mais próximo do original, do Zeca.

A Tota Vela

Reviure un entreacte,
respirar ben fondo,
vèncer la mort
com qui patina,
curar-ho tot
com es fa a Roma,
amb estricnina.

Fer compliments
al veí sense descans
i no oblidar
el compte de la fleca,
ser d'aquest món
d'aquest carrer, d'aquest merder,
sense renegar l'olor.

Enviar el Kipling
a fer punyetes,
anar a tota vela,
cuidar les mareselvas al serè,
morir a Tokio
víctima d'un infart,
creuar amb una nena el "Paço d'Arcos".

Sorgir un dia
mort de fatiga
entre diaris
embolicat i margarina,
imaginar
que és divendres dia sant
per casar-se de nou i tenir nens.

Enviar al Pirandelo
mil abraçades,
pel cable submarí
foradar o fugir,
i dir-se faquir
al segle vint,
posar-se fang a les sabates,
ser daltònic,
tornar-se supersònic.

Agora em Castelhano

A Toda Vela

Revivir un entreacto,
respirar hondo,
vencer a la muerte
como quien patina,
curarlo todo
como se hace en Roma,
con estricnina.

Hacer cumplidos
al vecino sin descanso
y no olvidar
la cuenta del panadero,
ser de este mundo,
de esta calle, de este lance,
sin renegar el olor.

Enviar a Kipling
a hacer puñetas,
ir a toda vela,
cuidar las madreselvas al sereno,
morir en Tokio
víctima de un infarto,
cruzar con una niña el "Paço d'Arcos".

Surgir un dia
muerto de fatiga
entre periódicos
envuelto en margarina,
imaginar
que es viernes día santo
para casarse y tener niños.

Enviar a Pirandelo
mil abrazos,
por cable submarino
agujerear o huir,
y llamarse faquir
en el siglo veinte,
ponerse barro en los zapatos,
ser daltónico,
volverse supersónico.


Mais uma descoberta do nosso amigo Carlos Eduardo.

Novo texto na página da AJA

Foi inserido na secção "biografia" um texto de Daniel Lacerda intitulado "José Afonso, génio da canção popular portuguesa". O texto é de Dezembro de 2002 e saiu na revista Latitudes, nº 16.

Podem lê-lo, desde já, aqui

Como a toupeira

Há qualquer coisa de obsceno nos ecos mediáticos — e, sobretudo, televisivos — suscitados pela passagem dos 20 anos sobre a morte de José Afonso (2 Agosto 1929 - 23 Fevereiro 1987). Não se trata de recusar o seu lugar na história da música popular portuguesa do século XX (de uma importância, a meu ver, apenas igualada por figuras como Amália Rodrigues). Muito menos se pretende pôr em causa a sinceridade emocional e a riqueza histórica de muitas evocações que, nos últimos dias, têm surgido nos mais diversos órgãos de informação. Permito-me, aliás, sublinhar o trabalho de inventariação e divulgação da(s) memória(s) desenvolvido pela Associação José Afonso, com prolongamentos muito interessantes no respectivo blog.
O que está em causa é de outra natureza. E decorre do próprio labor de apagamento e normalização que os valores dominantes no espaço mediático têm imposto ao país. Assim, José Afonso (como muitas outras referências da nossa história cultural) está longe de ser um nome com uma presença regular no nosso quotidiano. Bem pelo contrário: a cultura dominante vive de uma banalização de todas as formas de consumo que, seja qual for a visibilidade que ciclicamente confere a determinadas obras, tende a favorecer atitudes de alheamento, indiferença e até desprezo em relação a tudo que envolva algum valor patrimonial. Daí a obscenidade destes dias: as televisões que programam horas infinitas de telenovelas (não exactamente com bandas sonoras de José Afonso...) e celebram a demagogia imediatista dos reality shows, são essas mesmas televisões que põem os seus pivots, com rostos muito graves e palavras muito oficiais, a exaltar as virtudes de José Afonso e da sua música... Algo soa a falso.
A situação agrava-se através da própria "politização" que, declaradamente ou não, tende a envolver a herança de José Afonso. Entendamo-nos: não há cantor mais político que José Afonso. Mas é um erro fulcral — isto é, cultural — pretender transformá-lo em peça incauta dos jogos florais da classe política, por exemplo com a esquerda a querer fazer dele uma bandeira sua, ou a direita a tentar reduzi-lo a coisa abstracta e liofilizada.
O drama de tudo isto não é, repare-se, que José Afonso possa suscitar visões controversas ou até grandes clivagens ideológicas ou culturais. O drama enraiza-se num ambiente — cultural, mediático, televisivo — que congela as nossas memórias mais genuínas para, de vez em quando, apenas por obra e graça do calendário, as tirar da cartola para promover grandes festas e pequeníssimas ideias. Não é fácil ser como a toupeira... que esburaca.


Texto retirado do blogue de Nuno Galopim e João Lopes

Sábado, Maio 03, 2008

"Luchin" Victor Jara

Sexta-feira, Maio 02, 2008

"Não me obriguem a vir para a rua" 1

"Não me obriguem a vir para a rua" 2

"Não me obriguem a vir para a rua" 3

"Não me obriguem a vir para a rua" 4

"Não me obriguem a vir para a rua" 5

"Não me obriguem a vir para a rua" 6

Zeca homenageia Zeca

Exposição “José Afonso, andarilho, poeta e cantor” em Gondomar




No dia 23, Na Biblioteca Municipal de Gondomar, foi inaugurada a Exposição “José Afonso, andarilho, poeta e cantor”. Esta iniciativa, promovida pela Biblioteca e coordenada pela Drª Isabel Pereira, com o apoio da AJA e da Ajanorte, estará aberta ao público até 23 de Maio, no pequeno Auditório, onde, através de audiovisual vai passando a Exposição Grande, documentada e musicada. Entretanto, no átrio da Biblioteca, junto à entrada da Auditório, vai passando, em audiovisual, o último Concerto do Zeca, realizado no Pavilhão dos Desportos, em l983.

Em apoio à Exposição, há uma estante com variados materiais alusivos a José Afonso e ao 25 de Abril

No acto de abertura, o vereador da cultura, em jeito de introdução, lembrou ao público presente, a importância da intervenção social e artística que José Afonso teve, antes e depois do 25 de Abril, em defesa de liberdade e da democracia

O representante da Ajanorte, fez um resumo da actividade da AJA, ao longo dos seus 20 anos e da actividade da Ajanorte, durante os a anos de existência

Está previsto um ciclo de debates/conversas sobre a obra de José Afonso, que se realizará, em princípio, entre 13 e 19 de Maio, e que terá o apoio da Ajanorte

Couple Coffee, na revista FOCUS, sobre José Afonso




«Um Bairro Moderno»


«Um Bairro Moderno» a Zeca Afonso
Um vídeo de Laurent Simões
Ano de Produção:1998
Concepção, Realização, Filmagem e Montagem: Laurent Simões
Música Original:«Galinhas do Mato» de José Afonso
Actor: Miguel Borges
Produção Executiva: Margarida Robalo
Ass. Imagem: Nuno Olim, Rui Ribeiro e Marista
Agradecimentos: Jorge Gouveia
Produção: AVANTI PT - Associação Vídeo, Artes e Novas
Tecnologias Interactivas Portugal

Formato: Betacam SP
Duração: 7`
Um trabalho integrado no Programa "Novas Tendências" para o Departamento de Animação da EXPO`98, um vídeo dedicado a José Afonso.

Um Bairro Moderno é uma ideia original de Laurent Simões e apresenta, através de uma descrição fotográfica, a memória realista das impressões de um bairro moderno. Imagens cristalizadas que descrevem dois ambientes percorridos por Zeca Afonso: A Cidade e o Campo.

Texto de Marcello Carlin sobre "Grândola, vila morena"

As the field recordings sampled on Charlie Haden's original Liberation Music Orchestra album proved, if emotion and purpose are expressed sufficiently strongly then both will be felt regardless of the listener's knowledge of the language in which they are being expressed - and this extends to all of Tropicalia from 1968 onward, from the reactionary audience booing Caetano Veloso offstage for going electric to the mellow bitterness of Tom Jobim's Matita Pere, the most extreme balancing case of sweet music and enraged lyrics in all of pop.

I knew a fair bit about Zeca Afonso's life - Portugal's Guthrie, Dylan and Jara in one; committed revolutionary, a central player in the overthrow of the Salazar dictatorship who did his time, both within Portugal (in prison) and outside Portugal (in exile but still fighting for the righteous cause, and died in 1988, not quite sixty, from complications arising from Lou Gehrig's disease (thus was he also the Portuguese Mingus) - but little about his music other than knowing this song from the version performed by Haden's LMO on their 1982 album The Ballad Of The Fallen. Regular BiA reader Nuno has very kindly sent me copies of two of his key albums and I am enormously grateful for both, since Zeca's records are currently next to unobtainable in any format in Britain.

Of these, 1971's Cantigas do Maio seems to me his clear masterpiece; a blueprint for revolution, both politically and musically. Despite my lack of understanding of the Portuguese language Zeca's voice - Seeger sturdiness meets Jobim smoothness - transmits his feelings with more than sufficient power. Although the record is not exclusively political, the tang of the radical is palpable throughout all nine tracks - the berimbau-directed bounce of "Ronda dos Mafarricas," the percussion-only delivery of the Gal Costa hit "Milho Verde," the seamless transition from flute/acoustic fluidity to hard trumpet/electric bass edge throughout "Maio Maduro Maio," the devastated (and proto-Bon Iver) howl which blows acridly through "Cantar Alentejano," the subtle post-psychedelic effects throughout the record as a whole, and the climactic "Coro da Primavera" which alternates between a slippery groove which puts me in strange mind of the Mayer/Harriott Indo-Jazz Fusions records and defiant, free-tempo but slow motion choral anthemising.

But "Grândola Vila Morena" is for voices and massed marching feet only; celebrating the spirit of brotherhood and collaboration in the titular town, its procession is proud with no wish for turning. In April 1974 this recording was played on Portuguese radio as a signal for what would be termed the "Carnation Revolution" to begin, which shortly led to the deposing of the Salazar regime with roughly equal amounts of consequent freedom and problems. Zeca's immortality was assured, and although its humble dignity does not immediately mark it out as a revolutionary anthem, its quiet determination was instrumental in helping reshape this damaged society. An orchestra of music which helped liberate, the banner of the newly risen, and the most fitting of songs to celebrate on this May Day.


Retirado daqui

Tocar de ouvido 2008


"O Encontro de Tocadores regressa em 2008, com uma edição cheia de novidades e mais oficinas, para todos os públicos: Viola Braguesa e Cavaquinho, Gaita-de-fole, Concertina (Cabo-verde), Harmónica, Canto, Rabeca (Brasil) e até uma oficina paralela de Dança, dedicada aos repertórios das oficinas de instrumentos.
O Tocar de Ouvido - Encontro de Tocadores, também é um espaço para pensar e aprender. Ao longo do programa haverá palestras, colóquios, mesas-redondas e "coisas que não lembram ao diabo".
E como não podia deixar de ser, os bailes informais nocturnos são o grande momento de encontro, improviso, dança e convívio de todos os Tocadores e do público. É no Terreiro que se fazia a música das aldeias; é no Terreiro que se volta a fazer música, pela mão de todos os que visitam os Tocadores. Momentos de verdadeira euforia, onde se registaram alguns dos melhores momentos de criação musical deste evento, nas suas sucessivas edições."
É assim que se apresenta, ou é apresentado o Tocar de Ouvido, incontornável quando os dias começam a aquecer. Porque a música é essencial e só flui no contacto de quem a contrói, porque a dança é companheira eterna.

Quarta-feira, Abril 30, 2008

O projecto Terra d'Água na Antena 1

Na quinta feira, dia 1 de maio, o projecto Terra d'Água vai tocar na Antena 1 às 15h para apresentar o CD "Terra do Zeca".

Participam as cantoras Filipa Pais, Maria Anadon e Diana Castro
e os músicos: Davide Zaccaria no violoncelo e guitarra
José Soares na guitarra
Nuno Oliveira no contrabaixo
Jaume Pradas na voz e percussão
Rui Carvalho na bateria

Terça-feira, Abril 29, 2008

Artigo sobre José Afonso na revista britânica "Songlines" | Dezembro 2007

Artigo de Neil Evans

Segunda-feira, Abril 28, 2008

Tertúlia sobre o Maio de 68


Exposição "ZECA" e Concerto dos AJAforça a 26-04-2008 em Paredes de Coura

Levar o Zeca ao mundo

«Tenho dois brasileiros e um francês a tocar comigo. Eles, por exemplo, estão encantados com Zeca Afonso, que não faziam a mínima ideia de quem era. Isso é uma coisa que me comove muito porque eles são muito receptivos à música do Zeca Afonso. Para mim, é isso a lusofonia: estarmos a fazer música do Zeca Afonso, com músicos brasileiros em Moçambique, onde viveu durante muitos anos o Zeca Afonso», ilustrou.


Extracto de uma entrevista a Maria de Medeiros qu podem ler na íntegra aqui:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=91070

Domingo, Abril 27, 2008

A AJA norte no desfile do 25 de Abril e "O canto de intervenção" no Festival de Teatro "Fazer a festa"

Sábado, Abril 26, 2008

Depoimentos sobre a última gravação do Zeca «Galinhas do Mato».

"20 canções para Zeca Afonso". Já passou mas aqui fica...

A AJA no Arraial do 25 de Abril, em Lisboa

S/ título | Maria João Barbosa



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Balada de Outono | Texto de Maria Eduarda Barbosa

Foi custoso chegar até aqui. Todos os dias, desde que partiste, não deixaste de estar comigo. Vezes sem conta te digo coisas lindas quando acabo de ler as tuas mensagens via CD.
Ontem, 5ª feira,eu dizia ao Daniel que,no Verão passado,gostaria de ter« pegado em ti» e levar-te ao «Diário do Minho», mas que tinha medo,medo de me perder, medo de me encontrar…Daniel de Sá, uma alma sensível que eu conheci nos caminhos da blogosfera, dos mares dos Açores, disse-me que, além de nunca mais te ter ouvido desde que partiste, relatara-me um episódio, deveras pungente, aquando do fatídico dia e que passo a citar:«Quando ele morreu, eu ouvi a notícia na rádio, cheguei à escola (minha mulher já estava na sala), e disse-lhe só isto:«Já morreu.» Entretanto, tinha engolido umas lágrimas pelo caminho, poucos metros. Pelo que viram em mim e na reacção de Maria Alice, os seus alunos perguntaram: «Era da família da Srª professora?» Ela, como não conseguia explicar melhor, respondeu que sim…(raios, escrevi isto com um nó na garganta e os olhos a humedecerem. Não volto a falar do Zeca. Pelo menos com gente que goste dele tanto como tu, Dica, e não precise de que se o lembre.)».
Andei o resto da tarde com este texto na cabeça, no percurso que fiz ao Campus de Gualtar (U.Minho) para ver uma exposição sobre Miguel Torga e fazer a inscrição num percurso torguiano ao Gerês em que fiz questão de me inscrever. O mesmo aconteceu no percurso que fiz até ao supermercado e no regresso a casa. O texto do Daniel não me saía da cabeça e fazia-me recuar. Não quero, dizia. É penoso tocar no Zeca, dizia para comigo. Como se pode tocar em algo que, mexendo, faz doer?
Tem de ser, alguém me contariava, aqui, no «terraço».
Pois bem, assim seja!
Na impossibilidade de não ter a grandeza suficiente para te elevar como mereces, há um período do ano em que eu te recordo demais…o Outono!
O Outono leva-me a pôr tudo em causa; há como que um ciclone que põe tudo fora do sítio. Depois passa, como todos os ciclones, como tudo aquilo que respira e se apaga, também. Aqui entras tu, Zeca.
Em Agosto passado, estavas no Espaço Ferrer Correia, em Coimbra, e eu fui visitar-te. Como sabes, sou uma chata, ando sempre atrás de ti. Conheço de cor as tuas mensagens musicais, as tuas poses na fotografia, as tuas charadas nos espectáculos ao vivo que fazia questão de não perder, o teu jeito de pegar no adufe em palco, a tua forma de falar para a «malta». Tudo isso está comigo. Não esqueço nunca. Assim como as tuas memórias que não caberiam aqui. Quero ficar por Coimbra, lembrar essa tarde em que te «vi». Estavas lindo, mais uma vez. E se há coisa que sempre me provocaste, foi arrepio-sempre! Desta vez foi enorme…olha só o que me esperava…! (…E não consigo continuar…!Bolas!).Dica, vá lá!
…«Aquela» que eu adoro, sabes? Estava em grande plano, bem guardada na vitrine e tu sabes como eu gosto de a cantar-«Balada do Outono»!
Não sei o que me deu. Fitei-te bem nos olhos e, sem mais nem porquê, comecei a cantá-la:«Águas das fontes calai/ó ribeiras chorai/que eu não volto a cantar/rios que vão dar ao mar/deixem meus olhos secar.».Não parei. Quando chego ao fim da letra, volto-me e reparo no Zé, de mãos nos bolsos, com um sorriso(aquele!)como poucas vezes lhe vejo!-De satisfação, de prazer, de lembrança, de orgulho…parecia uma criança quando está a ser levada para o mundo da fantasia…chorei e dei-me conta, mais uma vez de que, este homem, José Afonso, sem querer, põe a brandura da gente a renascer, os sentidos a ferver.
É que na poesia de José Afonso, encontramos «noites de lágrimas», «dias claros» que hão-de vir, amores pueris, dor, gemido, alento, desalento, sol, lua, mar, rios, meninos, charlatães, falsos profetas, «vampiros», povo, sempre povo, fraternidade, igualdade, «gente igual por dentro, gente igual por fora…»
Como prefaciou Urbano Tavares Rodrigues no LP-«Cantares do Andarilho»-(…)José Afonso, trovador, é o mais puro veio de água que torna o presente em futuro porque à tradição, arranca a chama do amanhã.
No tumulto da contestação, na marcha de mãos dadas, com flores entre os lábios, é ele a figura de proa, o arauto, o aedo, o humilde, o múltiplo, o doce, o soberbo cantador da revolta e da bonança. Singelo, José Afonso do Algarve doirado, dos barcos de vela parada, do Alentejo infinito sem redenção, dos pinhais da melancolia, dos amores sem medida, do sabor de ser irmão…José Afonso é a primeira voz da massa que avança em lume de vaga, é a mais alta crista e a mais terna faúlha de luar na praia cólera da poesia, da balada nova.»
Que a tua voz, Zeca, não se canse nunca de dizer, de cantar:«Cidade, sem muros nem ameias/gente igual por dentro/gente igual por fora»-valores pelos quais tu sempre lutaste e cantaste com a tua voz única, cristalina, pungente, sagrada.
Serás eterno para os que sentem arrepio na palavra e na voz, quando ouvidas por trovadores, por profetas,como tu!

Braga, 12 de Outubro 2007

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Documentário "Não me obriguem a vir para rua gritar" | RTP2 | hoje | 00.35

Zeca Afonso. O Homem e a Obra marcaram toda uma geração de portugueses. E deixaram uma herança social e cultural às gerações seguintes. Todos temos um pouco de Zeca Afonso, um homem cujo génio ultrapassa qualquer época ou catalogação. Um homem cuja mensagem é veiculada por letras que se revelam sempre actuais.

“Eu sou aquilo que fiz.” Zeca Afonso deu-nos tanto que agora é a nossa vez de lhe darmos algo. Este programa de homenagem ao Zeca Afonso é uma retribuição por tudo aquilo que ele nos deu.

A SubFilmes convidou por isso vários artistas de áreas criativas contemporâneas para criarem uma obra de arte especialmente para Zeca Afonso – um filme, uma música, um desenho, uma animação de motion graphics. Será essa a interpretação, a homenagem, o tributo de cada um desses artistas.
Assim, podemos ter uma colagem de um artista de street art, uma reinterpretação de um tema do Zeca ou uma produção de teatro. Rádio Macau, Nancy Vieira, Couple Coffee, Vicious 5, Raquel Tavares – na música; a companhia de teatro Primeiros Sintomas; a dupla de videojamming Daltonic Brothers; Target e Mosaik no street art; Quebra-Diskos no turntablism; etc.

Além disso, foram gravadas várias tertúlias, cuja conversa gira à volta da importância do Zeca enquanto músico e activista, mas principalmente à volta da figura humana que foi o Zeca.

A aposta forte deste programa reside numa abordagem de conteúdos que pretende captar por um lado a actualidade da mensagem do Zeca e por outro a faceta mais humana da sua vida.

Zeca do Cravo

E que tal desvendar um pouquinho do universo das canções que marcaram Abril? E por que não através de um instrumento que leva no nome o símbolo maior da Revolução de 74?
Assim foi hoje, na Casa da Música, as músicas de José Afonso tocadas num cravo para crianças dos 3 meses aos 5 anos.

http://www.projecto-zecaafonso.pt.vu

Algum do trabalho desenvolvido no âmbito de Actividades de Enriquecimento Curricular na cidade (Barcelos), em várias escolas do concelho.

O resultado está num site que fizeram durante as aulas, destinado à partilha com as restantes turmas e famílias.

Um trabalho orientado por Filipe Miranda.

http://www.projecto-zecaafonso.pt.vu/

Amanhã, em Lamego, no renovado Teatro Ribeiro Conceição, "Traz outro amigo também"

TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM

Homenagem a José Afonso

“De ouvido e de coração”, a criação musical de José Afonso impõe-se como património rico de invenção e desafio. Revisitar as suas canções numa perspectiva clássica é o desafio que me acompanha desde 1976, ano da estreia de “Grândola, vila morena”, para orquestra de metais, piano e contrabaixo, em Amesterdão.


Amílcar Vasques Dias


PROGRAMA


1. Traz outro amigo também
2. Coro da Primavera
3. Venham mais cinco Prelúdio para violino e piano
4. Ó que janela tão alta Canção tradicional de Trás-os-Montes
(versão de José Afonso)
5. Vejam bem poema de José Afonso/Amílcar Vasques Dias
6. Reviver um entreacto poema de José Afonso/Amílcar Vasques Dias
7. Cantigas do Maio Prelúdio para piano com violino ad libitum
8. A Mulher da erva
9. Eu fui ver a minha amada poema de José Afonso/Amílcar Vasques Dias
10. Cantar alentejano Prelúdio para violino e piano
11. Balada do sino
12. Cantiga do monte
13. Canção de embalar
14. Verdes são os campos

Carlos Guilherme
Canto

Luís Pacheco Cunha
Violino

Amílcar Vasques Dias
Composição/arranjos e piano

Hoje em Guimarães "Steel Drumming toca José Afonso"

"Steel Drumming toca José Afonso" é o projecto de um homem de liberdade. Aparentemente, um reencontro com a história das canções de um País que se queria livre e se libertou. Surpreendentemente, o que se ouve e vê é bem mais do que um desafio: é uma objectiva intenção de ir à descoberta, de arrojo e de rigor, de ousar cruzar culturas como José Afonso cruzou gerações.

22h00 Grande Auditório do Centro Cultural de Vila Flor Entrada Livre (mediante a lotação da sala)

Mais informação

A NÃO PERDER!

Quinta-feira, Abril 24, 2008

Conversas com Carlos Paredes e Zeca Afonso

No Centro Cultural do Cartaxo vai decorrer um espectáculo onde se apresenta um reportório apenas com temas de Zeca Afonso e Carlos Paredes, de forma a homenagear a obra destes grandes autores. Uma nova abordagem da música portuguesa que é fundida com todas as culturas que actualmente nos rodeiam.

Um espectáculo onde é feita a ponte entre a música tradicional portuguesa e a necessidade de expressão humana através da improvisação. O projecto “Raízes” apresenta assim uma homenagem a Carlos Paredes e Zeca Afonso, mostrando como a música destes autores atravessa as barreiras do tempo.

Horário: 22h30. Entrada Livre.

Discos de vinil contam a Revolução dos Cravos na reitoria da UP

A dois dias da comemoração dos 34 anos da revolução que pôs fim à ditadura em Portugal, o Museu Nacional de Imprensa juntou-se à Universidade do Porto (UP) para apresentar uma nova exposição. “Abril Vinil” conta com cerca de 100 discos de vinil de 33 e 45 rotações que surgiram no período revolucionário do pós-25 de Abril de 1974

Músicas de intervenção que congratulam a liberdade finalmente conseguida fazem parte dos discos expostos. Também as capas estão intimamente ligadas ao período da revolução, ilustrando os acontecimentos da época com diferentes qualidades gráficas ao nível do design e da impressão.

Nomes como Sérgio Godinho, Fausto, Manuel Freire, Manuel Alegre e TonichaTonicha podem ser encontrados no conjunto de discos disponíveis na reitoria da UP.

Amália Rodrigues editou, também, vários temas do mesmo género como "Meu Amor é MarinheiroMeu Amor é Marinheiro", com letra de Manuel Alegre, em 1974. Esse disco, juntamente o "Grândola, Vila Morena", de José Afonso, e "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", de José Mário Branco, são considerados aqueles de maior destaque.

A abertura de “Abril Vinil” foi acompanhada de declamações de poemas de José Afonso e de Manuel Alegre por Júlio Couto. A música não poderia deixar de estar presente e João Teixeira interpretouinterpretou “Lágrimas Negras” de António Gedeão e “Os Vampiros” de José Afonso.

O Museu Nacional da Imprensa apresenta uma nova exposição sobre o 25 de Abril todos os anos. "Abril Vinil" integra-se nas comemorações e vem juntar-se às seis mostras que o museu apresenta de Norte a Sul do país.

A exposição vai manter-se na reitoria da Universidade do Porto até ao final de Maio.

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Couple Coffee no teatro ACERT

6ª Feira, 25 Abr’08 às 22.00h - CAFÉ-CONCERTO

Um casal de músicos brasileiros mergulhou no cancioneiro de Zeca Afonso. O resultado é uma mão-cheia de pérolas… com uma mãozinha do TRIGO LIMPO!

Da canção política a temas do mais puro lirismo, a novidade deste trabalho está nos arranjos contemporâneos genialmente reinventados. Os Couple Coffee, formação minimalista que aborda grandes temas da Música Popular brasileira e portuguesa, rejuvenesce assim a obra do grande Zeca Afonso, transpondo fronteiras com uma sonoridade actual e elevada sensibilidade criativa. À experiência e técnica de Norton Daiello, no baixo eléctrico, junta-se a carismática voz de Luanda Cozzetti, num cruzamento que origina um espectáculo genuíno e original, com base no segundo álbum da banda: “Co’As Tamaquinhas do Zeca”. Um trabalho que tem encontrado uma significativa receptividade por parte do público, após o sucesso conquistado com o disco de estreia, “Puro” (2005), cuja primeira edição esgotou em menos de um ano.