25 de agosto de 2009

Gravações do GAC - Vozes na Luta editadas em CD

Os quatro álbuns gravados pelo Grupo de Acção Cultural (GAC) - Vozes na Luta, nos anos que se seguiram à revolução de Abril de 1974, vão ser editados pela primeira vez em CD, disse à Lusa fonte da editora iPlay.
Os LP «A Cantiga é uma Arma», «Pois, Canté!», «Vira Bom» e «Ronda da Alegria», editados entre 1974 e 1977, foram remasterizados e serão editados pela primeira vez em CD entre Outubro e Novembro, referiu a editora.

Os registos são já um documento histórico de uma época em que a música estava ao serviço da intervenção cívica e política, próxima da UDP, nos anos quentes que sucederam à revolução de Abril.

7 Comments:

Diario de Ribeira disse...

Cuantos € costa os Cd´s e onde compralos, a donde pedilos grazas www.ribeira.eu

Rui Mota disse...

Esta notícia tem vários erros:
1) O GAC, que existiu entre 1974 e 1978, editou 4 LPs, o primeiro em 1975 e o último em 1978.
2) José Afonso e Adriano Correia de Oliveira nunca fizeram parte do GAC.
3) A canção "A Ronda do Soldadinho" é de José Mário Branco, foi gravada em França e editada na Holanda pelo "Angola Comité", em 1970. Posteriormente, seria incluida no 1º LP do GAC (A Cantiga é uma Arma), mas não é uma canção do GAC.
Enfim, esperemos que os CD's tragam um livro-texto com esta história toda e que os dados sejam mais correctos.

Eduardo F. disse...

O amigo Rui Mota dispõe de outras fontes.

Agora não sei qual a fonte primeira (até porque na teia, tudo se multiplica... sobretudo os erros... sem qualquer controlo), mas já li que o Zeca e o Adriano foram dos fundadores do GAC.

Aliás, a reunião dos cantores, no dia 1 de Maio, data da fundação, foi em casa do Adriano, segundo li recentemente (mas, lá está, não sei já onde...)

E o Fausto (ainda segundo a fonte que tive) também esteve no GAC.

Esperando também que haja algo mais além do conteúdo, tenho sérias dúvidas (bem, a equipa do Do Tempo do Vinil fez um bom trabalho, e era da editora...) que a iPlay esteja à altura da importância histórica que documentos como estes requerem.

Abraço.
:)

rui mota disse...

Caro Eduardo,

Houve de facto essa e outras reuniões, mas tratava-se de "outro" GAC. Ou seja, os cantores de intervenção, logo a seguir ao 25 de Abril, tentaram criar um grupo musical com o intuito de fazer agito-prop, mas essa fase foi "sol de pouca dura" e terminou no Verão de 1974. Uma das razões do malogro, teve a ver com a posterior ligação do GAC à UDP, posição que era defendida pelo Zé Mário e à qual se opunham o Zeca, o Adriano, o Fausto, o Vitorino, o Sérgio, etc...
Os discos que vão ser agora reeditados dizem respeito ao grupo GAC/Vozes na Luta, que teve como mentor o José Mário Branco, para além de, entre outros, o Luís Pedro Faro, o Eduardo Paes Mamede, o Rui Vaz, o Carlos Guerreiro, a Margarida Silva, o Afonso Dias, etc., a maior parte deles oriundos do Coro da Academia de Música, à época ensaiados por Lopes Graça.

RM

Eduardo F. disse...

Ah, ok. Deve ser, portanto, aquilo a que inicialmente se chamou CAC que o amigo se refere. aí devem ter estado todos os cantores e mais algum que depois, quando veio essa ligação à UDP, eles já lá não estavam...

:)

carlos guerreiro disse...

já agora, meu caro Rui Mota, e para que tudo fique no sítio, só mais um pequeno ajuste: os elementos do GAC a que te referes, e nos quais eu estou incluido, não vieram daquilo a que chamaste a Academia de Música (talvez quisesses dizer Academia dos Amadores de Música), mas sim, uma parte do Coro da Juventude Musical Portuguesa, e outra parte do Coro da Incrivel Almadense. Só isso, e um grande abraço.
carlos guerreiro

Eduardo F. disse...

Pois, mas estão a demorar a chegar...

Alguma nova por esses lados?