10 de abril de 2011

Nota sobre a exposição discográfica


A exposição "Desta canção que apeteço - Obra discográfica de José Afonso 1953//1985", que se inaugurará na próxima semana em Grândola, é o resultado da pesquisa levada a cabo pela Associação José Afonso sobre toda a obra discográfica de José Afonso, desde a edição, em 1953, do seu primeiro registo fonográfico, nos estúdios da Emissora Regional de Coimbra, até 1985, data do seu último disco: Galinhas do Mato.
O que se apresentará, resulta então do trabalho possível perante um objecto de estudo revestido de alguma complexidade. Complexidade essa que advém do facto de estarmos perante uma obra que atravessa períodos onde o rigor informativo que as editoras colocavam nos seus discos, em particular nos EP, deixa bastante a desejar. Assim, tentar recuperar esse rigor a tantos anos de distância não foi, de facto, tarefa fácil, exigindo um aturado esforço de investigação e, sobretudo, de comparação de fontes, embora muitas delas atraiçoadas pela memória e pela perpetuação de erros na atribuição de datas e autorias de letras e músicas.
Consideramos, no entanto, que a panorâmica que se apresentará não deixa de se constituir como uma base sólida para o estudo e discussão de uma das obras mais marcantes da música popular mundial.
Entre outros motivos de interesse, dos quais destacamos, desde logo, o concerto de inaugural com Rui Pato e António Ataíde,  a exposição contará com alguns testemunhos inéditos de alguns companheiros que gravaram com José Afonso: Levy Baptista, Rui Pato, Paulo Alão, José Mário Branco, Michel Delaporte, José Luís Iglésias, Octávio Sérgio, Carlos Zíngaro, Júlio Pereira, etc. 
Por isso, não faltem. Contamos convosco no dia 16, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Grândola. Até lá.


3 Comments:

Eduardo F. disse...

Está prevista a edição de um catálogo?

A ver se é desta!
Para melhorar sempre.

Parabéns.
Abraço.
:)

ié-ié disse...

Ah! Ah! Tinha exactamente a mesma pergunta!

LPA

Associação José Afonso disse...

A ideia não está posta de parte. No entanto, a questão temporal acabou por ditar o seu adiamento. Por outro lado, gostaríamos que, num primeiro momento, a exposição funcionasse como plataforma de discussão e confrontação de opiniões, de forma a saber se há ainda algumas a arestas a limar antes de plasmar a informação em catálogo. De facto, muita pedra foi partida, muitas fontes ouvidas, e a informação exposta foi a possível até à data, mas esperamos poder receber ainda mais contributos de quem visitar a exposição.